[Apenã #028 e #029] EuroLeads 2018 — BRASA

O evento foi a oportunidade de “ver a cara” dos estudantes brasileiros que estudam fora do país, em especial na Europa, e se deparar com a força que esse grupo tem ao se organizar e questionar o significado do “jeitinho” que circula nossa identidade como brasileiros. No evento que aconteceu dia 17 de Novembro na École Polytechnique eu encontrei um grupo vibrante, com muita vontade de causar um impacto social positivo e que mostrou que essa vontade ao se tornar ativa pode, em vários níveis diferentes, promover uma maior justiça social e impactar positivamente a sociedade como um todo.

Estiveram presentes palestrantes de grande peso como o Drauzio Varella, a Ilona Szabó, o Pedro Henrique de Cristo, a Jout Jout, o Gregório Duvivier e tantos outros que se destacam por deixar sua contribuição com o coletivo por onde passam. Na EuroLeads não poderia ser diferente, os palestrantes deixaram mensagens interessantíssimas para (re)pensarmos o nosso país, estimulando uma reflexão importantíssima se quisermos ser veículos de mudança no mesmo.

Mas o evento não foi apenas palestras, pelo contrário, como é de costume em eventos desse tipo, a melhor parte foi estar naquele espaço com tantas pessoas de interesses próximos e ter a oportunidade de fazer conexões tão ricas. O ambiente esteve leve e aberto, o que possibilitou a interação entre todos os presentes, sendo eles estudantes, palestrantes ou representantes de organizações e empresas. Um ótimo momento para construir conexões entre pessoas de visões semelhantes.

Algumas das organizações e empresas presentes organizaram workshops com diversos temas, onde os estudantes se dividiram em grupos menores e se depararam com questões presentes em situações reais. Durante o Workshop no qual fiz parte, me conectei com outros estudante que me mostraram que eu não estava sozinha ao questionar o modelo de desenvolvimento econômico que queremos para o Brasil: ele não precisa ser só focado em PIB, mas precisamos focar na distribuição de renda (coeficiente de Gini) e assegurar que o crescimento econômico seja efetivamente ambientalmente sustentável.

Eu pude facilmente perceber que os valores presentes no evento estavam muito próximos dos valores do podcast Apenã, o que me motivou a montar dois episódios sobre o evento (um só não daria conta). No processo de edição foi difícil selecionar as falas que iriam entrar em um episódio com limitação de tempo, sem deixar muita coisa de fora. Mas esse processo me foi interessante para refletir melhor sobre tudo com o que estivemos em contato durante o evento e para refletir em onde posso tornar minha vontade ativa e contribuir para a construção do amanhã que buscamos.

Talvez o podcast ajude a atingir ainda mais pessoas e que elas também se perguntem: como posso colaborar com o amanhã diverso, socialmente justo e ambientalmente sustentável que precisamos construir?

 

[Apenã #028] EuroLeads Part. I — BRASA

Nesse episódio:
– Regina Braga
– Giovanna Castro
– Eduardo Valladares
– Drauzio Varella
– Fernanda Gushken
– Ronaldo Rodrigues
– Maitê Lourenço
– Pedro Henrique de Cristo

 

[Apenã #028] EuroLeads Part. I I— BRASA

Nesse episódio:
– Gabriel Nahas (BRASA)
– João Murilo Silva Merico (estudante de Sustainable Enterprise Development na Universidade de Jönköping)
– Rick Chester (vendedor, escritor e palestrante)
– Sofia Esteves (Cia de Talentos)
– Letícia Tonholo (BRASA)
– Guilherme Junqueira (Gama Academy)
– Jean Philippe Rosier (Perestroika)
– Gregório Duvivier (ator, humorista e roteirista)
– Wanessa Ferreira (Bain & Co)
– Ilona Szabó (Instituto Igarapé e Movimento Agora)
– Joice Toyota (Vetor Brasil)
– Jout Jout (youtuber)
– Nathália Brandão (BRASA)


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Pedalada na rodovia Anchieta

40 mil.

Esse foi o número de pessoas que desceram para santos usando uma via exclusiva para carros. Porém desta vez estava exclusiva para bikes!

Em 2012 foi organizada a rota Márcia Prado que visava apontar o caminho para o litoral fugindo da Rodovia Anchieta que é proibida para bicicletas. Neste ano foram cerca de 10 mil ciclistas. E a balsa foi o ponto do trajeto que mais cansou, pois foram 6 horas parados que ficamos esperando para pode atravessar.

Este ano (2018) finalmente foi conquistado o direito de ir a Santos pela Anchieta, mesmo que somente por um dia. Por conta do histórico da rota Márcia Prado eu sabia que não ia ser simples ainda mais com os números crescendo dia a dia, no dia do planejamento eram cerca de 30 mil ciclistas inscritos. Sendo assim, combinei com Chicó e Nelson (ambos amigos ciclistas e participantes do grupo do podcast Beco da Bike no telegram) de nos encontrarmos no centro por volta das 5 da manhã para conseguirmos sair no primeiro grupo ou, como Chicó comentou, na pole position.

Dito e feito, chegamos antes do primeiro horário de partida (6 horas da manhã) porém já haviam muitas pessoas. Seguimos o trajeto com uma velocidade bem reduzida, em alguns pontos chegamos a parar por volta de 10 minutos por conta do represamento das pessoas. O que foi pouco pensando nas pessoas que foram mais tarde que ficaram cerca de 1 hora sem sair do lugar (lembra que eu comentei da Márcia Prado?!).

Pois bem, chegando no ponto da descida apesar de “serumaninhos” que não sabem viver em sociedade e desciam em alta velocidade arriscando manobras muito perigosas para ele e para os outros, presenciei 2 acidentes. Um deles grave, onde o rapaz ficou deitado no chão esperando o resgate e o outro que foi leve, apenas as bicicletas ficaram avariadas. Esse foi um dos motivos para querer sair mais cedo também, assim evitamos muitos irresponsáveis que tendem a sair mais tarde.

Sem muitos problemas, consegui ter uma visão sensacional da serra. O único problema maior que tive durante o percurso foi com meu pneu, que furou no fim da descida.

Chegamos por Volta das 9:30 na praça das Bandeiras em Santos, desfrutamos de chopp e peixe. Encontramos o Danilo (também membro do Beco da Bike) e por volta das 16h fomos procurar uma passagem de volta para São Paulo (uma vez que não podíamos pegar a estrada para voltar) Conseguimos um Ônibus para as 20:30h, pois o resto já estava cheio.

Com atraso de 30 min deixamos as bicicletas no bagageiro do ônibus e voltamos pro terminal Jabaquara em SP, por volta das 23h chegamos e seguimos para o metrô que estava tomado de bicicletas.

Foi um do evento com melhor sucesso que já participei. Todos trabalharam perfeitamente, governo, concessionária, voluntários e ciclo-ativistas. Por mais que tenham ocorrido alguns acidentes, eles foram ínfimos perto da grandiosidade que este evento representa. Por mais de 10 anos lutamos para ter o simples direito de ir pra praia de bicicleta. Neste dia além de fazer esse trajeto, conquistamos muitas pessoas ao cicloturismo fazendo-as ver como é maravilhoso se deslocar de bicicletas e que 60 km não são nada. Logo, meus 15 km pra ir trabalhar são menos ainda. Sem contar todas as pessoas que não foram ficaram loucas para ir no ano seguinte.

Acredito que esta foi uma enorme pedalada e que nos trará muitos frutos para os próximos anos. Agradeço a todos que lutaram por anos para chegarmos aqui. MUITO OBRIGADO!

 

Texo de Philip Steffen, do Beco da Bike e o Filmante, que já esteve conosco no ep Papo Apenã #002 – Cicloturismo: