Pedalada na rodovia Anchieta

40 mil.

Esse foi o número de pessoas que desceram para santos usando uma via exclusiva para carros. Porém desta vez estava exclusiva para bikes!

Em 2012 foi organizada a rota Márcia Prado que visava apontar o caminho para o litoral fugindo da Rodovia Anchieta que é proibida para bicicletas. Neste ano foram cerca de 10 mil ciclistas. E a balsa foi o ponto do trajeto que mais cansou, pois foram 6 horas parados que ficamos esperando para pode atravessar.

Este ano (2018) finalmente foi conquistado o direito de ir a Santos pela Anchieta, mesmo que somente por um dia. Por conta do histórico da rota Márcia Prado eu sabia que não ia ser simples ainda mais com os números crescendo dia a dia, no dia do planejamento eram cerca de 30 mil ciclistas inscritos. Sendo assim, combinei com Chicó e Nelson (ambos amigos ciclistas e participantes do grupo do podcast Beco da Bike no telegram) de nos encontrarmos no centro por volta das 5 da manhã para conseguirmos sair no primeiro grupo ou, como Chicó comentou, na pole position.

Dito e feito, chegamos antes do primeiro horário de partida (6 horas da manhã) porém já haviam muitas pessoas. Seguimos o trajeto com uma velocidade bem reduzida, em alguns pontos chegamos a parar por volta de 10 minutos por conta do represamento das pessoas. O que foi pouco pensando nas pessoas que foram mais tarde que ficaram cerca de 1 hora sem sair do lugar (lembra que eu comentei da Márcia Prado?!).

Pois bem, chegando no ponto da descida apesar de “serumaninhos” que não sabem viver em sociedade e desciam em alta velocidade arriscando manobras muito perigosas para ele e para os outros, presenciei 2 acidentes. Um deles grave, onde o rapaz ficou deitado no chão esperando o resgate e o outro que foi leve, apenas as bicicletas ficaram avariadas. Esse foi um dos motivos para querer sair mais cedo também, assim evitamos muitos irresponsáveis que tendem a sair mais tarde.

Sem muitos problemas, consegui ter uma visão sensacional da serra. O único problema maior que tive durante o percurso foi com meu pneu, que furou no fim da descida.

Chegamos por Volta das 9:30 na praça das Bandeiras em Santos, desfrutamos de chopp e peixe. Encontramos o Danilo (também membro do Beco da Bike) e por volta das 16h fomos procurar uma passagem de volta para São Paulo (uma vez que não podíamos pegar a estrada para voltar) Conseguimos um Ônibus para as 20:30h, pois o resto já estava cheio.

Com atraso de 30 min deixamos as bicicletas no bagageiro do ônibus e voltamos pro terminal Jabaquara em SP, por volta das 23h chegamos e seguimos para o metrô que estava tomado de bicicletas.

Foi um do evento com melhor sucesso que já participei. Todos trabalharam perfeitamente, governo, concessionária, voluntários e ciclo-ativistas. Por mais que tenham ocorrido alguns acidentes, eles foram ínfimos perto da grandiosidade que este evento representa. Por mais de 10 anos lutamos para ter o simples direito de ir pra praia de bicicleta. Neste dia além de fazer esse trajeto, conquistamos muitas pessoas ao cicloturismo fazendo-as ver como é maravilhoso se deslocar de bicicletas e que 60 km não são nada. Logo, meus 15 km pra ir trabalhar são menos ainda. Sem contar todas as pessoas que não foram ficaram loucas para ir no ano seguinte.

Acredito que esta foi uma enorme pedalada e que nos trará muitos frutos para os próximos anos. Agradeço a todos que lutaram por anos para chegarmos aqui. MUITO OBRIGADO!

 

Texo de Philip Steffen, do Beco da Bike e o Filmante, que já esteve conosco no ep Papo Apenã #002 – Cicloturismo:

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