[Apenã #030] Mineração Predatória

Vozes altamente qualificadas para debater um tema tão importante para o nosso país, como a mineração, pois considero muito importante aprofundar e problematizar a conversa sobre o modelo predatório de mineração desenvolvido na américa latina (e quiçá em toda a “margem” do mundo).

Nesse ep temos:
– Marcelo Barbosa (MAM/AFP)
– Jorge Neri (MST/um dos fundadores do MAM, Movimento pela Soberania Popular na Mineração)
– André Branches (prof. Eng. Minas, Unifesspa)
– Fernando Michelotti (prof. Unifesspa, sobre mineração e economia)
– Gustavo Vitti (doutorando, mestrado estudando o apoio que tem sido dado às pessoas atingidas em Mariana)

Músicas:
– Lailson Ferreira, na voz da Danie
– Lailson Ferreira e Thiago Gonçalves

Poema Grito Negro — José Craveirinha (Moçambique)
Poema El Camino del Oro — Pablo Neruda (Chile)

Alguns dados relacionados à mineração/metalurgia extrativa predatórias:

  • O BNDES (banco nacional) é um dos maiores financiadores da Vale;
    Mais de 100 espécies de animais brasileiros estão ameaçadas de extinção em área de mineração segundo a lista vermelha de animais ameaçados de extinção (2014);
  • Durante os Estudos de Impacto Ambiental da área da mina Capitão Xavier, foi encontrada uma espécie nova de Crustáceo, chamada de Branchinecta ferrolimneta. Ele é ancestral do camarão e está no planeta há mais de 200 milhões de anos, sem sofrer praticamente nenhuma alteração, sendo considerado um fóssil vivo. No entanto mesmo com a descoberta desse novo animal ele simplesmente foi retirado e realocado para outro lugar para que a Mina pudesse ser aprovada;
  • Na serra da Gandarela (MG) a Vale está ligada àcontaminação dos Mananciais;
  • A Ferrovia Ferro Carajás causa acidentes: 59 (2005), 63 (2006) 46 (2007). E entre janeiro de 2015 e abril de 2016 foram 12 mortes;
  • A Vale está associada a violação dos direitos humanos nos municípios de Canaã dos Carajás, Parauapebas e Marabá;
  • 100 municípios estão envolvidos no projeto ferro Carajás;
  • Existe uma cadeia desflorestamento que envolve a região de Açailândia, para alimentar as siderúrgicas em Marabá. Além disso as pessoas sofrem com a fuligem e fumaça das carvoarias;
  • A lama vermelha (rejeito da bauxita) produzido pelo polo de usinas de Barcarena é extremamente cáustico, pode contaminar os lençóis freáticos, agravar a chuva ácida e contaminar os recursos hídricos da região. Existe também um grande liberação de gases tóxicos e corrosivos.

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