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[Apenã #032] Adentrando a Ditadura: Guerrilha Do Araguaia — Janailson Macêdo

Ditadura Nunca Mais

Arte feita utilizando foto da Comissão da Verdade, em frente a Casa Azul.

Esse podcast se propõe a pensar sobre o Amanhã que queremos construir, sendo ele diverso, socialmente justo e ambientalmente regenerativo.

E para construirmos conscientemente o Amanhã que buscamos, é muito importante mantermos nossa Memória!!

Eu tive o prazer de conversar com o historiador Janailson Macedo e, como ele mesmo fala:

“não encaramos de frente o que aconteceu durante a (ditadura:) tortura, assassinatos, sumiço de corpos (…) e justamente por não encarar de frente certos problemas, a gente continua reproduzindo aquilo que o gerou também.”

 

Pensarmos que o Brasil só opta por criar a Comissão da Verdade depois de ter sido condenado na corte interamericana de Direitos Humanos nos mostra bem isso.

Não encaramos a memória de momentos importantes da nossa história.

Pensar que o início de uma fase repleta de tortura, assassinatos e sumiços de corpos pode ser celebrada é de um nojo tremendo.

Vemos que não encaramos nossa memória ao perceber como nossa sociedade silenciou sobre o que ocorreu durante esse período.

Claro, as vezes é melhor não falarmos sobre momentos que nos foram dolorosos, mas mesmo tendo morado perto de onde ocorreu a Guerrilha do Araguaia, eu me surpreendi ao ouvir um relato de amigo que teve o pai levado por semanas, pelos militares. As vezes parece que nos distanciamos ao máximo do que ocorreu.

Entre as perguntas vamos ouvir relatos presentes no documentário Araguaia: Campo Sagrado, do Evandro Medeiros.

E o Evandro Medeiros Já esteve por aqui no Apenã 23, quando falamos sobre Questões Sociais na Amazônia.

Esse episódio foi gravado ano passado, que deveria compor a campanha de um grupo de podcasters para tratar a Ditadura Militar. Infelizmente, por problemas pessoais, não pude editar o episódio a tempo de participar da campanha e guardei essa entrevista com muito carinho e tenho grande prazer em finalmente estar podendo soltar esse episódio, peço desculpas pelo atraso, mas acredito que o assunto se mantém muitíssimo atual.

O assunto é pesado e por isso acabamos não sendo um dos episódios mais alegres que já tivemos por aqui. Também vou deixar aqui um aviso, principalmente relacionado aos depoimentos contidos aqui, se você tiver problemas com gatilhos relacionados ao assunto, ouça com cuidado ou pule algumas partes.

O último episódio foi uma conversa sobre outras possibilidades que surgem mesmo em momentos de emergência. Aqui vamos seguir a mesma linha, vamos falar sobre o início das atividades no Araguaia, quando “eles tentavam botar em prática relações comerciais mais justas, não baseadas na exploração (…), diferindo das relações capitalistas”, médico que não cobrava ou cobrava apenas valores irrisórios para o atendimento, parteiras e professoras, relações comerciais até com farmácias que não visava o lucro, com produtos de qualidade a preços bem baixos.

Deixo bem claro que não estamos apoiando nenhum tipo de violência, mas exatamente para termos opções frente à luta armada, precisamos encarar nossa memória.

Esse ano tivemos o filme sobre o Marighella, que esteve na cidade, agora vamos também ouvir sobre a Dina, o Murilo, o Osvaldão e outros, que estiveram no campo.


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